A visão religiosa perante a doação de órgãos.
A bíblia não faz referência a doação de órgãos, apenas cita que o Senhor ensina o desprendimento com a própria vida (e corpo), ao ponto de Ele próprio deu sua vida para salvar o próximo (Persona, M.; 2007).
Tendo em vista que a religiosidade, é comumente citada durante as entrevista familiar, viemos através desta revisão literária em artigos, reportagens e citações, identificar o que as crenças mais populares dizem a respeito do assunto.
No islamismo o médico tem autoridade para constatar a morte, que o transplante é um meio de salvar vidas e muçulmanos podem carregar cartões de doação ou a família pode autorizar a retirada (Moreira, M.; 20. Para o Judaísmo a doação entre pessoas vivas são permitidas e no transplantes após a morte, é preciso lidar com as Leis Judaicas de proibições, os rabinos entendem que a morte encefálica é "morte oficial" e que pode-se remover os órgãos para o transplante (Goldstein, Z.; 2016). Já os Budistas acreditam que a doação de órgãos é um assunto que deve ser deixado à consciência da família, e honram aqueles que assim o faz (Patelli, M. R.; 2011). O cristianismo consideram a doação de órgãos um ato de caridade e de amor, deve ser voluntário (Feldberg, E.; 2015). No espiritismo Chico Xavier dizia que o transplante, segundo os Espíritos sábios é legítimo e natural, uma vez que ao nos desvencilharmos do corpo físico, doemos a pessoas necessitadas (Rudymara; 2010). Os Testemunhas de Jeová confirmam que o assunto é de decisão pessoal, desde que não haja transfusão sanguínea (Diniz. A. E.; 2016).
Assim concluímos que as religiões partem do princípio da solidariedade e do amor ao próximo, não se posicionando, deixando a critério dos seus seguidores a decisão de serem doadores ou não.
doação, religião, orgão
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