Fernanda Prestes Eventos
11 5084 4246 - 5081 7028 janice@fernandapresteseventos.com.br
XV CONGRESSO BRASILEIRO DE TRANSPLANTES 2017

XV CONGRESSO BRASILEIRO DE TRANSPLANTES 2017

LOCAL: Bourbon Cataratas - Foz do Iguaçu/PR - FOZ DO IGUAÇU /PR | 18 a 21 de Outubro de 2017

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

Pancreatite aguda no pós-operatório de transplante pulmonar

Introdução

Dentre as complicações pós-operatórias do transplante pulmonar, o envolvimento digestivo está associado com alta morbidade e mortalidade. A pancreatite aguda é uma das menos frequentes, mas potencialmente fatal.

Material e Método

Homem de 65 anos com diagnóstico de fibrose pulmonar idiopática há 2 anos. Comorbidade: cirrose hepática por esteato-hepatite não alcoólica CHILD A6. Foi submetido a transplante unilateral esquerdo.

Resultados

No segundo dia de pós-operatório, houve hemotórax maciço com necessidade de abordagem torácica devido a sangramento em artéria torácica interna esquerda. Três dias após, houve aumento de amilase (1190 U/L) e lipase (2640 U/L). A ultrassonografia de abdome não conseguiu visualizar o pâncreas e o paciente já tinha feito colecistectomia prévia. A instabilidade hemodinâmica e ventilatória, assim como a insuficiência renal aguda secundária impediram a realização da tomografia de abdome. A imunossupressão utilizada foi: ciclosporina, metilprednisolona e azatioprina. Foi ampliado esquema antimicrobiano empiricamente (todas as culturas foram negativas). Com o tratamento clínico, houve melhora laboratorial pancreática, mas houve piora do quadro geral. O óbito ocorreu após 14 dias do transplante. A necropsia evidenciou pancreatite necro-hemorrágica de possível causa isquêmica e/ou medicamentosa.

Discussão e Conclusões

A pancreatite aguda após o transplante pulmonar é rara (1,7-3,4%) dentre as complicações do trato gastrintestinal. Geralmente é causada por doença litiásica biliar ou devido à terapia imunossupressora (azatioprina é a mais associada). Pode evoluir com resposta inflamatória sistêmica grave, devendo ser diagnóstico diferencial. Portanto, é uma complicação que deve ser sempre monitorizada no pós-operatório do transplante pulmonar.

Palavras Chave

Pancreatite aguda; Transplante pulmonar.

Área

Pulmão/Coração/Uti/Anestesia

Instituições

Hospital de Messejana - Ceara - Brasil

Autores

Fernando Moreira Batista Aguiar, Lucyara Gomes Catunda, Raul Fava Alencar, Lindenberg Araújo Aragão Júnior, Antero Gomes Neto, Raquel Carvalho dos Santos, Israel Lopes Medeiros, Rafael Fernandes Viana Araújo, Alfredo Sávio Monteiro Nogueira