AVALIAÇÃO DA SOBREVIDA DO ENXERTO RENAL APÓS OITO ANOS DE TRANSPLANTE
O transplante proporciona uma melhor qualidade de vida ao libertar o paciente da máquina de hemodiálise, porém os obriga a adotar um estilo de vida diferenciado em relação a alimentação, higiene, medicamentos e cuidados com a saúde. OBJETIVOS: Avaliar a sobrevida do enxerto renal após oito anos de transplante e a evolução clínica dos pacientes.
Trata-se de um estudo de coorte que avaliou receptores de transplante renal entre janeiro de 2009 e janeiro de 2017, em um hospital público, referência em transplante em Fortaleza. A amostra se constituiu de 57 fichas de pacientes submetidos a transplante renal. O estudo foi realizado tendo por base a resolução 466/2012.
Relacionado à faixa etária, observou-se no intervalo de 40 a 59 anos um predomínio de 35,1% dos casos dos receptores. Com respeito ao tipo de doador renal percebeu-se um maior índice de doadores falecidos com 64,9% da casuística. Em relação ao doador, observou-se predominância do sexo masculino com 50,9%. Com relação a causa de morte encefálica, o Traumatismo Crânio Encefálico (TCE) superou em 35,1% o Acidente Vascular Cerebral (AVC) com apenas 26,3%. O tempo de internação dos receptores durante os oito anos de transplante variou de zero a somente uma internação com 59,6%. Os dias de internação durante o transplante oscilou de sete a dez dias.
Os resultados desse estudo possibilitarão uma reflexão crítica entre os profissionais acerca do acompanhamento e monitoramento do paciente transplantado, sobretudo no acolhimento e apoio na adaptação de um estilo de vida adequado. Contribuindo sempre para proporcionar mais segurança aos pacientes e profissionais, como também direcioná-los para um planejamento de um cuidado baseado em evidências.
Transplante; enxerto renal; enfermagem.
Rim
UNIFOR - Ceará - Brasil
Rita Mônica Borges Studart, Aglauvanir Soares Barbosa, Ameline Lemos Boto, Sarah Maria de Sousa Feitoza, Kiarelle Lourenço Penaforte, Aline de Souza Gouveia, Ana Carine Goersch Silva