Fernanda Prestes Eventos
11 5084 4246 - 5081 7028 janice@fernandapresteseventos.com.br
XV CONGRESSO BRASILEIRO DE TRANSPLANTES 2017

XV CONGRESSO BRASILEIRO DE TRANSPLANTES 2017

LOCAL: Bourbon Cataratas - Foz do Iguaçu/PR - FOZ DO IGUAÇU /PR | 18 a 21 de Outubro de 2017

Dados do Trabalho


Título

Retardo de função do enxerto: Estratégias para redução de incidência

Introdução

Vários fatores impactam na função imediata do enxerto, incluindo a solução de preservação, o tempo de isquemia fria (TIF) e as condições do doador. Em 2013 o protocolo de tx renal com doador falecido foi alterado em nosso centro, com troca da solução de preservação de EuroCollins para Custodiol, e estratégias para otimização do TIF.
Objetivo: avaliar o impacto destas mudanças na incidência de retardo de função do enxerto (RFE) e tempo de hospitalização pós tx.

Material e Método

Estudo retrospectivo. O banco de dados de tx com doador falecido entre jan/2010 e dez/2016 foram avaliados em relação a TIF, características do doador, incidência de RFE e tempo de hospitalização pós transplante. O ano de 2013 foi excluído da análise, por ter sido o período onde as mudanças do protocolo foram implantadas. Para análise, os pacientes foram divididos em 2 grupos: pré (2010 a 2012, n=292) e pós (2014-2016).

Resultados

Os dois grupos foram comparáveis em relação a distribuição por sexo, idade de receptor, tempo de tratamento dialítico, idade do doador, causa de morte encefálica, tempo de UTI e creatinina do doador. Apesar de não observarmos diferença significativa no percentual de rins de doadores expandidos ou com insuficiência renal aguda, observamos uma redução significativa na incidência de RFE, de 68,8% no período pré para 32% pós mudanças, resultando em menor tempo de hospitalização, de 20 ± 10 para 14 ± 7 dias (p<0.01). Houve também redução no TIF, de 21 ± 6 para 19 ± 5 horas (p<0.05), com redução do número de isquemias ≥ 24 horas, de 26 para 17%.

Discussão e Conclusões

A alteração de protocolos de preservação e a organização de estratégias para redução do tempo de isquemia fria resultaram em menor incidência de RFE, com menor hospitalização e menor risco de complicações pós operatórias.

Palavras Chave

Tx renal, RFE, isquemia fria

Área

Rim

Instituições

UNICAMP - São Paulo - Brasil

Autores

Marcos Vinicius de Sousa, Carla Feitosa do Valle, Leonardo Figueiredo Camargo, Gabriel Giollo Rivelli, Marilda Mazzali