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Dados do Trabalho


Título

O EFEITO DA INTERVENÇÃO PSICOTERAPÊUTICA RELAXAMENTO, IMAGENS MENTAIS E ESPIRITUALIDADE (RIME) SOBRE A RESILIÊNCIA DE PACIENTES EM HEMODIÁLISE: ESTUDO CONTROLADO E RANDOMIZADO

Introdução

O tratamento de hemodiálise suscita uma ruptura no estilo de vida, o que requer a necessidade de adaptação frente a essa nova condição, sendo responsável por um cotidiano restrito, impondo ao indivíduo limitações que afetam os aspectos biológicos, psicológicos e sociais, interferindo negativamente na resiliência e qualidade de vida. Objetivo: avaliar a resiliência em pacientes em HD antes e após a intervenção Relaxamento, Imagens Mentais e Espiritualidade (RIME).

Material e Método

Trata-se de ensaio clínico de tratamento, randomizado e controlado. Amostra: 46 participantes pareados por idade, sexo e escolaridade, atendidos em uma unidade dialítica do interior do estado de São Paulo, distribuídos em grupo intervenção GI (22 pacientes) e grupo controle GC (24 pacientes). A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Carlos-SP, e está cadastrada na plataforma REBEC – Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos, nº RBR2b9zd2. Os instrumentos utilizados foram questionário sociodemográfico e clínico do paciente e Escala de Resiliência de Wagnild & Young (1993).

Resultados

Dados sociodemográficos: Idade: ± 47 anos nos GC e GI; Sexo: prevalência homens (GC 54,17% ; GI 54,54%); Escolaridade: GC 8,6 anos de estudo; GI 8,8 anos de estudo; Estado conjugal: prevalência união estável (GC 75%; GI 50%). Para comparação das médias de resiliência utilizou-se teste T e teste de Wilcoxon. Os participantes do GC apresentaram média de 140,7 no início do período em estudo, e média final de 137,2 (p-valor= 0,267). Já no GI, a média inicial foi 142,7 e final de 147,4 apresentando um p- valor=0,093. Na comparação entre os grupos houve diferença estatisticamente significativa de médias no GI, com p-valor= 0,01795. Ainda, como a estimativa da média de resiliência no GI foi maior do que no GC, 147,4 e 137,2 respectivamente, podemos concluir que a Resiliência no GI foi maior no fim do estudo do que no GC.

Discussão e Conclusões

Santos e Costa (2016) também avaliaram o nível de resiliência em uma amostra de pacientes em tratamento de hemodiálise. Os autores observaram que 61% desses pacientes apresentaram tendência à resiliência, apresentando pontuação acima da média, o que garantiu uma maior adesão ao tratamento e melhor adaptação às restrições impostas, o que requer o estímulo ao desenvolvimento da mesma. Concluímos que a intervenção psicoterapêutica RIME promove melhora da resiliência de pacientes em tratamento de HD, sendo recomendada como terapia complementar no contexto da DRC.

Palavras Chave

Terapias complementares; Doença Renal Crônica; Resiliência Psicológica.

Área

Multiprofissional: Enfermagem

Instituições

Universidade Federal de São Carlos-UFSCar - Sao Paulo - Brasil

Autores

Carlene Souza Silva Manzini, Vanessa Almeida Maia Damasceno, Ana Catarina Araújo Elias, Fabiana Souza Orlandi