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41º SIMASP 2018

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Maksoud Plaza Hotel - Al. Campinas, 150 - São Paulo /SP | 28 de Fevereiro a 03 de Março de 2018

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Dados do Trabalho


Título

AVALIAÇAO DA VASCULARIZAÇAO LIMBICA POS TRANSPLANTE DE CORNEA PELA ANGIOGRAFIA POR TOMOGRAFIA DE COERENCIA OPTICA

Introdução

A transparência da córnea depende do equilíbrio entre fatores angiogênicos e anti-angiogênicos. Hipóxia, inflamação e infecção causam aumento da expressão angiogênica e crescimento patológico dos vasos límbicos, resultando na neovascularização corneana. Formas graves predispõem à exsudação lipídica, cicatrização e rejeição, e consequente perda visual.
A imagem não invasiva da vascularização do segmento anterior ainda é limitada à fotografia da lâmpada de fenda. A angiografia por tomografia de coerência óptica (OCTA) tem sido utilizada no estudo dos vasos da retina e coróide, mas a utilização para córnea é recente. Este estudo objetiva avaliar a vascularização límbica em córneas transplantadas por meio da OCTA comparando com a fotografia da biomicroscopia anterior.

Métodos

Estudo clínico observacional e transversal realizado no setor de Doenças Externas e Córnea da UNIFESP, incluindo pacientes com córnea transplantada. Excluíram-se os pacientes sem fixação ocular. Os participantes foram fotografados com técnica de iluminação difusa pela câmera digital Topcon DC-3 adaptada na lâmpada de fenda SL-D4, e submetidos a OCTA no equipamento DRI OCT Triton (Topcon), com varreduras tridimensionais em seções de 3x3mm. As imagens do OCTA e das fotografias dos 4 quadrantes de cada olho foram comparadas a fim de avaliar a detecção de neovasos por ambas as técnicas.

Resultados

Foram avaliados 9 olhos (36 quadrantes). Apenas 1 não apresentou neovasos em nenhuma das técnicas. Nos demais, OCTA os identificou em 24 quadrantes, e a fotografia em 22.
Na comparação das técnicas, ambas concordaram quanto à presença de neovasos em 19 quadrantes, e em 9 quadrantes quanto a ausência. Em 5 quadrantes o OCTA revelou neovasos não detectados na foto, e o contrário ocorreu em 3 quadrantes. Deve-se ressaltar que nos 3 casos em que apenas a foto mostrou neovascularização, houve artefatos nas imagens de OCTA, devido a pouca colaboração na captura.
Ainda, apesar dos resultados semelhantes, nos olhos em que houve concordância, o OCTA mostrou com maiores detalhes a organização dos vasos límbicos naqueles sem neovascularização, e a extensão da invasão do enxerto, nos vascularizados.

Conclusões

A OCTA demonstrou ser útil para avaliar a neovascularização em olhos com transplante de córnea. A detecção foi semelhante à fotografia, mas com maior visualização de detalhes, o que favorece o seguimento dos mesmos. A foto foi mais útil em pacientes pouco colaborativos, pois as imagens OCTA requerem acinesia ocular por alguns segundos.

Palavras Chave

Angiografia por tomografia de coerência óptica, segmento anterior, neovascularização, transplante de córnea

Área

CÓRNEA-DEOC

Instituições

UNIFESP - Sao Paulo - Brasil

Autores

Elimar Mayara Almeida Menegotto, Michelle Lima Farah, Talita Cristine Mizushima, Luciana Lopes Rocha, Claudio Zett, Ana Luisa Hofling-Lima