Fernanda Prestes Eventos
11 5084 4246 - 5081 7028 janice@fernandapresteseventos.com.br
41º SIMASP 2018

41º SIMASP 2018

Maksoud Plaza Hotel - Al. Campinas, 150 - São Paulo /SP | 28 de Fevereiro a 03 de Março de 2018

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

LINFOMA MALT BILATERAL DE ORBITA

Introdução

O linfoma orbitário é raro e compreende aproximadamente 10% de todas as neoplasias orbitais, porém constitui a neoplasia primária mais frequente da órbita. O objetivo deste trabalho é descrever um caso de linfoma de MALT da órbita bilateral com evolução de 4 meses.

Métodos

Paciente masculino, 46 anos, apresentava queixa de proptose ocular esquerda associada a edema, hiperemia e baixa acuidade visual progressiva há 4 meses. Negava alterações sistêmicas e/ou oculares prévias. No olho direito (OD) (AV 20/20) notava-se uma massa palpebral inferior direita de aproximadamente 2 cm com consistência fibroelástica a palpação; biomicroscopia e fundoscopia sem alterações. Já o olho esquerdo (OE) (AV MM) apresentava proptose e quemose importante, córnea opaca com aspecto crostoso e amarelado, impossível avaliar demais estruturas devido opacidade de meios. Foi realizada RNM de órbita que evidenciou lesão expansiva nos espaços intra e extraconais de ambas as órbitas, promovendo proptose bilateral pior a esquerda. Lesões com dimensões de 3,4 x 2,4 x 1,9 cm à direita e 4,4 x 2,1 x 3,6 cm à esquerda com aspecto sugestivo de processo linfoproliferativo das órbitas. Não apresentava alterações nos exames laboratoriais, bem como no líquor. Paciente foi internado para realização de biópsia com tarsorrafia do OE e pulsoterapia de metilprednisolona 1g/d por 3 dias. O anatomopatológico revelou linfoma B de células da zona marginal extra-nodal – MALT. Paciente foi encaminhado para hematologia para realização de quimio e radioterapia.

Resultados

A maioria dos linfomas orbitários são linfomas não Hodgkin, e, destes, os mais comuns são os linfomas extranodais de células B da zona marginal ou linfomas MALT. A apresentação clínica depende do lugar envolvido e, no caso dos anexos oculares, o paciente pode apresentar Síndrome de Sjögren, hiperemia conjuntival, proptose, quemose ou massa palpável de crescimento indolente. A localização mais comum dos linfomas na órbita é na região supero-temporal e apenas 17% são bilaterais. A biópsia da lesão é essencial para a confirmação histopatológica do diagnóstico. Quando diagnosticados precocemente apresentam bom prognóstico. Nos estágios iniciais o tratamento de eleição é a radioterapia, enquanto que nos avançados a opção passa a ser quimioterapia associada/não a radioterapia.

Conclusões

O oftalmologista tem um importante papel no diagnóstico precoce dessa patologia potencialmente curável, sendo essencial a realização de uma investigação sistêmica completa dos pacientes.

Palavras Chave

Linfoma; MALT; Órbita; Anexos oculares

Área

MISCELÂNEA

Instituições

SANTA CASA DE MISERICORDIA DE SAO PAULO - Sao Paulo - Brasil

Autores

NATASHA FERREIRA SANTOS DA CRUZ, TAIS SIQUEIRA VENANCIO, SÉRGIO FERREIRA SANTOS DA CRUZ, MARTINA MANSUR BOTELHO, LARISSA VIANA MARQUES NEVES, JOSE VITAL FILHO