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41º SIMASP 2018

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Dados do Trabalho


Título

ESTIMATIVA DA CERATOMETRIA MEDIA A PARTIR DOS DADOS BIOMETRICOS E REFRAÇAO POS-OPERATORIOS DE OLHOS DE CRIANÇAS SUBMETIDAS A FACECTOMIA POR CATARATA CONGENITA E DO DESENVOLVIMENTO

Introdução

O uso de ceratômetro portátil em pacientes anestesiados em comparação ao uso em pacientes acordados já foi validado em adultos e crianças colaborativas. Em crianças menores que quatro anos de idade esta comparação não é possível.
O presente estudo tem como objetivo comparar a ceratometria média aferida (KA) sob narcose em crianças submetidas à facectomia, por catarata congênita ou do desenvolvimento, com a ceratometria média obtida por cálculo teórico (KC), utilizando o poder dióptrico da lente intraocular (LIO) implantada e dados refracionais e biométricos pós operatórios, a fim de evidenciar possíveis erros de aferição da KA devido a narcose.

Métodos

Estudo retrospectivo realizado a partir da análise de dados coletados de prontuários de pacientes com catarata bilateral, congênita ou do desenvolvimento, que receberam tratamento cirúrgico no HC-FMB. Foram analisados 73 olhos de crianças que possuíam pelo menos um exame pós-operatório completo, cada momento em que determinado olho foi examinado foi considerado um elemento do conjunto amostral, totalizando 165 momentos. KC foi obtida a partir de fórmula teórica para cálculo de LIO, utilizando os dados biométricos pós-operatórios (AL e ACD), refratometria automatizada pós-operatória e poder dióptrico da LIO implantada. Foi calculada a diferença entre KA e KC (Desvio = KA – KC). Para análise estatística dos desvios encontrados e comparação entre KA e KC, foi realizado o teste de associação de Goodman e o teste não paramétrico de Kruskal-Wallis.

Resultados

A média de idade no momento da cirurgia do primeiro olho foi 954,62 dias, com desvio padrão de ±794,14 dias, mediana de 953 dias, sendo a idade mínima de 44 dias e a máxima de 2659 dias. Vinte e três eram do sexo masculino (62,16%) e 14 eram do sexo feminino (37,84%). KA variou de 40,62D a 51,50D, com mediana de 45,25D, média de 45,32D e desvio padrão de ±2,37D. KC variou de 39,40D a 52,26D, com mediana de 44,49D, média de 44,54D e desvio padrão de ±2,41D. Os desvios (Desvio = KA – KC) variaram de -2,28D a 3,81D, com mediana de 0,83D, média de 0,79D e desvio padrão de ±1,18D. A relação entre KC e KA pode ser representada pela equação KA = 1,0172 Kc.

Conclusões

A comparação entre KC e KA em crianças sob narcose evidenciou que há superestimação do valor aferido em relação ao calculado. A análise dos desvios encontrados mostrou tendência para maior superestimação quanto maior a KA com diferença significativa (p<0,05) nas aferições acima de 44,0D.

Palavras Chave

Biometria, ceratometria, crescimento ocular, catarata pediátrica, catarata congênita, comprimento axial, lente intraocular.

Área

CATARATA

Instituições

Unesp - Sao Paulo - Brasil

Autores

Rodolfo Lima Fachinelli, Carlos Roberto Padovani, Antonio Carlos Lottelli Rodrigues