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41º SIMASP 2018

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Dados do Trabalho


Título

NEUROSSIFILIS EM PACIENTE JOVEM IMUNOCOMPETENTE: RELATO DE CASO

Introdução

Nosso trabalho foi realizado devido a crescente frequências de infeções por sifilis. Nesse caso foi diagnosticado neurosífilis numa adolescente imunocompetente cujo único sintoma presente ao diagnóstico eram flashes de luz unilateralmente.
A infecção ocular causada pelo Treponema pallidum é rara, podendo acometer entre 2 a 5% dos casos, e mais prevalente no sexo masculino. Pode ser chamada de “grande imitadora”pois pode afetar todas as estruturas oculares independente de sua classificação clínica.

Métodos

Acompanhamento hospitalar de paciente em investigação em conjunto com a clinica medica.

Resultados

Paciente feminina, 26 anos, solteira, natural do Rio de Janeiro, sem comorbidades conhecidas.
Referia inicio súbito de flashes de luz em olho direito há 2 mês. Após 1 mês sem melhora dos sintomas procurou oftalmologista e foi diagnosticado edema de papila com leve borramento de rima nasal. Nega dor ou outros sintomas clínicos.
Realizado exame oftalmológico a beira leito:
Acuidade visual sem correção 20/25 em OD e 20/20 em OE. Reflexos fotomotores diretos e indiretos preservados. Pupilas isocóricas. Ausência de dor a mobilização ocular.
Fundoscopia: Disco óptico com leve borramento de borda nasal a direita, disco óptico sem alteração a esquerda, escavação fisiológica. Mácula e vasos sem alteração.
Durante investigação foram obtidos os seguintes resultados: VDRL 1/256; FTA-Abs IgG reagente; Anti-HIV 1 e 2 negativos; Anti-toxo IgM e IgG negativos, Anti-CMV negativo; FAN, anti-DNA e anticoagulante lúpico negativos. Ressonância magnética (RMN) de crânio e órbitas sem alterações. Punção lombar com pressão inicial de 15 mmHg, leucócitos 11 (predomínio de linfócitos), proteína 24, ELISA IgG reagente, VDRL no liquor negativo.
Após discussão com neurologia e infectologia do hospital foi definido diagnostico de neurossifilis e iniciado tratamento com ceftriaxone IV por 14 dias pois a paciente era alérgica a penicilina.

Conclusões

O edema de papila unilateral em adultos jovens frequentemente tem etiologia autoimune, no entanto é necessário a exclusão de etiologias infecciosas. A sífilis vem se tornando cada vez mais presente no dia a dia dos clínicos e oftalmologistas e portanto deve ser excluída.
A solicitação de RMN e exame de liquor é de extrema importância, uma vez que a sífilis é uma causa rara de edema de papila. O VDRL no liquor pode ser negativo já que é um exame pouco sensível, porém altamente específico. A droga de escolha é a penicilina cristalina intravenosa por 14 dias.

Palavras Chave

Neurossífilis, Edema de papila, sífilis

Área

PATOLOGIA CLÍNICA

Instituições

Instituto Benjamin Constant - Rio de Janeiro - Brasil

Autores

Mariana Borges Barcellos Dias, Lorranne Trindade Bandoli