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41º SIMASP 2018

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Dados do Trabalho


Título

SLT EM UVEITE HIPERTENSIVA

Introdução

A trabeculoplastia seletiva a laser (SLT) é um método seguro e eficaz na redução da pressão intraocular (PIO), sem repercussão inflamatória, sendo excelente alternativa em casos de uveíte hipertensiva persistente a terapia tópica e oral.

Métodos

Revisões de prontuário eletrônico e bibliográfica.

Resultados

Trata-se de M.R.R.C.M, 63 anos, leucoderma, hígida, hipertensa ocular, em uso de Azopt® há 1 ano com queixa de baixa visual em ambos os olhos (AO). Apresentava, ao exame, em AO: acuidade visual corrigida 0,5, catarata nuclear 2+, escavação 0,7 rima preservada, PIO 17mmHg e seio camerular aberto à gonioscopia. Paquimetria 548 micra AO. Perimetria computadorizada e tomografia de coerência óptica normais AO. Foi submetida a facoemulsificação com implante de lente intraocular no (OD) e boa evolução no pós operatório imediato. No 26º dia pós operatório queixou-se de fotofobia, dor ocular e úlceras orais. Ao exame, no OD PIO de 27mmHg e reação de câmara anterior (RCA) 2+. Aventada hipótese de uveíte hipertensiva e iniciado hipotensor, corticóide e tropicamida tópicos. A vasculite periférica, o teste de patergia positivo e os achados à ressonância nuclear magnética contribuiram para o diagnóstico de neuro-Behçet. Iniciado tratamento com Azatioprina e Predsin®. Após alguns dias, apresentou elevação de PIO refratária ao uso de acetazolamida oral e terapia hipotensora tópica máxima (27mmHg), RCA 2+ persistente. A paciente apresentou pancitopenia e necessitou de internação prolongada. Optou-se por realizar SLT 360o, 65 disparos de 0,4mJ de potência. No 1o dia pós laser, apresentou PIO de 16mmHg OD e, após 2 meses, mesmo em pulsoterapia venosa, persistia com PIO de 17mmHg, em uso de Azopt® e Alphagan Z®, sem sinais de RCA.

Conclusões

A inflamação ocular persistente no pós operatório permitiu o diagnóstico de neuro-Behçet em paciente previamente assintomática. Com inflamação crônica e baixa resposta ao esteróide tópico, houve aumento de PIO por provável sobrecarga trabecular em olho previamente hipertenso. Diante das complicações clínicas, como a pancitopenia, optou-se pelo SLT. A redução da PIO foi imediata, mesmo com quadro de uveíte em atividade. Ayala1 mostrou que o SLT em olhos com uveíte ativa não aumenta inflamação ocular. Tang2 descreve que a aplicação com potências menores tem redução pressórica similar às potências mais elevadas. Neste caso, optamos por menor potência e menor número de disparos, obtendo rápida e eficiente redução da PIO, que se mantém, evitando a cirurgia fistulizante.

Palavras Chave

SLT, trabeculoplastia seletiva a laser.
Neuro-Behçet.
Uveíte hipertensiva.

Área

GLAUCOMA

Instituições

INSTITUTO DE OLHOS CIÊNCIAS MÉDICAS - Minas Gerais - Brasil

Autores

BRUNA GUIMARÃES ROHLFS, MARCOS PEREIRA VIANELLO, NATÁLIA MAIA DE FARIA