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41º SIMASP 2018

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Maksoud Plaza Hotel - Al. Campinas, 150 - São Paulo /SP | 28 de Fevereiro a 03 de Março de 2018

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Dados do Trabalho


Título

MELANOMA UVEAL IDENTIFICADO APOS AUTO-EVISCERAÇAO

Introdução

O melanoma uveal é o tumor maligno primário intraocular mais comum em adultos. A maioria dos melanomas oculares tem origem na úvea (85%)1. É mais comum em homens (4.9 por milhão) do que em mulheres (3.7 por milhão). A média de idade à apresentação é de 60 anos2,3. Uma análise feita por Shields et al evidenciou que 90% correspodiam a melanomas envolvendo primariamente a coroide, 6% acometiam o corpo ciliar e 4% envolviam a íris. Adicionalmente, observaram-se mais casos em caucasianos (98%) se comparados com afro-americanos, hispânicos, asiáticos, americanos nativos2,4.

Métodos

Estudo observacional: relato de caso. Foi feita revisão do prontuário do paciente e dos exames complementares aos quais foi submetido. Adicionalmente o caso clínico foi correlacionado à literatura científica acerca do tema melanoma uveal identificado após evisceração

Resultados

Foi identificado um melanoma uveal após a auto-evisceração de olho direito do paciente. O tumor não havia sido suspeitado antes pois o quadro clínico era inespecífico e também porque ocorreu perda de seguimento.

Conclusões

Um de cada 10 melanomas uveais não levantam suspeita da neoplasia inicialmente. Isso é causado pelas manifestações clínicas que se confundem com as de outras doenças.
A evsisceração é uma opção crescente para o tratamento de pacientes com olho cego doloroso. No entanto, o efeito de uma evisceração inadvertida em um melanoma uveal pode significar uma imperfeição na oferta de tratamento efetivo. Nos casos em que o oncologista ocular não pode excluir um tumor intraocular, uma enucleação ou até exeneração devem ser realizadas.
Dessa forma, deve-se realizar uma investigação ampla nos casos duvidosos, com recursos como: oftalmoscopia direta e indireta, biomicroscopia de fundo ocular, retro e transiluminação, angiografia com fluoresceína, ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética para avaliar invasão orbital.
No caso do paciente em questão, como seu olho direito apresentou uma auto-evisceração, não houve intervalo para investigações adicionais prévias à evisceração. Estas poderiam ter sido feitas antes de o paciente consultar por extrusão da LIO, porém houve perda de seguimento à época.

Palavras Chave

melanoma uveal; evisceração; auto-evisceração

Área

PLÁSTICA

Instituições

HOSPITAL OFTALMOLOGICO DE BRASILIA - Distrito Federal - Brasil

Autores

MARIA DE FATIMA SAINZ UGARTE, IVELISE THERESA ARAUJO BALBY, PATRICIA MOITINHO FERREIRA, VICTOR HENRIQUE TAVARES NASCIMENTO