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41º SIMASP 2018

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Dados do Trabalho


Título

DESCOMPENSAÇAO CORNEANA SECUNDARIA A IRIDOSQUISE: RELATO DE CASO

Introdução

Iridosquise é condição rara em que a camada anterior do estroma da íris é separada da camada posterior e das camadas musculares. As camadas anteriores se desintegram em fibrilas finas com extremidades livres flutuando na câmara anterior. É identificada principalmente na porção inferior da íris. Costuma acometer pacientes na quinta a sétima década de vida. Geralmente é bilateral, associada a mudanças atróficas senis e existe importante coexistência com glaucoma de ângulo fechado e guttata.

Métodos

Estudo tipo relato de caso.

Resultados

M.S.O.A, 60 anos, cobradora de ônibus aposentada, natural e procedente de São Paulo. Admitida no setor de Córnea e Doenças Externas da UNIFESP com desconforto e baixa da acuidade visual do olho direito (OD) há 1 ano. Apresentava diagnóstico de glaucoma, em uso de maleato de timolol 0,5% no olho direito. Ao exame, acuidade visual com melhor correção conta dedos a 1 metro em OD e 20/30 em olho esquerdo (OE). Biomicroscopia do OD mostrava conjuntiva clara, córnea com edema 3+, opacidade estromal e dobras de Descemet, irregularidade epitelial, íris com áreas de atrofia e iridosquise inferior. Câmara anterior rasa em ambos olhos e biomicroscopia do OE sem alterações. Gonioscopia impossível no OD e ângulo oclusível no OE. Pressão intraocular de 10mmHg no OD e 23mmHg no OE. Fundo de olho evidenciou disco óptico, bem delimitado, escavação 0,5x 0,5 , mácula com 3 cicatrizes de coriorretinite no feixe papilomacular pigmentadas, sem sinais de exsudação adjacente, retina aplicada 360 graus no OD e disco óptico bem delimitado, escavação 0,7x 0,7, presença de 3 cicatrizes abaixo da arcada temporal superior pigmentadas e 1 na arcada temporal superior esbranquiçada; presença de hiperpigmentação em área foveal, retina aplicada 360 graus no OE. Realizada investigação da descompensação corneana. Apresentou VDRL não reagente e testes treponêmicos reagentes pelos métodos eletroquimioluminométrico e hemaglutinação indireta.Foi submetida a facectomia com implante de lente intraocular e transplante endotelial (DMEK) no olho direito. Está em acompanhamento pós-operatório com melhora do edema corneano.

Conclusões

A etiologia da Iridosquise ainda não está bem elucidada. Glaucoma foi relatado em cerca de dois terços dos casos. Tem sido relatada em pacientes com diagnóstico prévio de sífilis congênita e sorologia positiva para sífilis. A córnea raramente é afetada nesta condição, porém descompensação corneana pode ocorrer pelo contato das fibrilas flutuantes com as células endoteliais.

Palavras Chave

IRIDOSQUISE; SÍFILIS; DESCOMPENSAÇÃO CORNEANA; TRANSPLANTE ENDOTELIAL

Área

CÓRNEA-DEOC

Instituições

UNIFESP - Sao Paulo - Brasil

Autores

MARCELLA BOAVENTURA E CARVALHO, Vera Mascaro, Maria Emília Xavier Araujo, Fernanda Machado Bezerra, Manuela Tenório Cardoso, Luciana Lopes Rocha