Dados do Trabalho


TÍTULO

CISTO DE INCLUSAO EPIDERMICA EM SITUAÇAO PRE-SACRAL: UM RELATO DE CASO

INTRODUÇÃO

Tumores pré-sacrais ou retrorretais no adulto são pouco frequentes, e requerem expertise do cirurgião no manejo cirúrgico destes. Há uma grande gama de tumores que podem surgir neste espaço, sendo sua grande maioria congênitos. Entre estes, os cistos epidérmicos de desenvolvimento são os mais comuns.
A delimitação anatômica do espaço pré-sacral é feita da seguinte forma: superiormente pela reflexão pélvica do peritônio, inferiormente pelos músculo elevador do ânus e músculos coccígeos. Anteriormente pelo reto e posteriormente pelo sacro e cóccix.
O diagnóstico definitivo só pode ser confirmado pela histologia porém, a biópsia pré-operatória na maioria das vezes é contraindicada. A exérese cirúrgica dessas lesões será sempre imprescindível, uma vez que se faz necessário a exclusão de patologias malignas, que fazem parte dos diagnósticos diferenciais

RELATO DE CASO

Paciente masculino, pardo, 54 anos, atendido no ambulatório de Coloproctologia do Hospital Geral Roberto Santos – Salvador/Bahia, com queixa de dor em região sacral e dificuldade para evacuar, com piora no último ano, apresentando dificuldade para sentar-se, com limitação devido às queixas álgicas relacionadas.
Observou-se ao toque retal realizado, tumor de consistência fibroelástica, que deslocava anteriormente a parede posterior do reto, sem acometimento da luz do órgão, sem sangramento em dedo-de-luva.
A ressonância magnética de pelve, demonstrava presença de formação cística, medindo 5,3x4,0x5,0cm, no espaço pré-sacral, pararretal, com amplo desvio do reto para a direita.
O paciente foi submetido a cirurgia em 30/04/2021. Fora feita incisão para-sacral esquerda, através de acesso posterior, com acesso à loja tumoral através de dissecção romba, com achado de lesão cística bem delimitada com conteúdo espesso em seu interior. Deixado dreno de capilaridade na loja tumoral, com retirada no dia seguinte. O paciente evoluiu sem complicações, tendo alta hospitalar no dia seguinte.
O resultado da histologia revelou formação cística previamente seccionada de 5,0x3,5cm, paredes de 0,1cm de espessura, com superfície externa pardacenta e lisa, com material friável de aspecto córneo em seu interior. Como conclusão, tratou-se de Cisto de inclusão epidérmica.

DISCUSSÃO

O tratamento deve ser cirúrgico, pelo risco de degeneração maligna e infecção local recorrente. A escolha da via de acesso varia de acordo com a localização e contato com estruturas adjacentes, sendo a via posterior a mais adotada.

PALAVRAS CHAVE

neoplasia , retroretal

Área

MISCELÂNEA

Instituições

Hospital Geral Roberto Santos - Bahia - Brasil

Autores

LIVIA PERUZZO ZOLLINGER, CARLOS RAMON SILVEIRA MENDES, DEMERSON BATISTA VIEIRA, LUCIANO ARTUR PEREIRA, ROMULO CURY-RAD BARBOSA, ADIL JOSE DUARTE FILHO