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Dados do Trabalho


TÍTULO

A ASSOCIAÇAO DE DIFERENTES TERAPIAS E A MELHOR OPÇAO PARA O TRATAMENTO DA ENURESE NOTURNA?

OBJETIVO

Introdução: Enurese noturna é definida como a perda involuntária de urina durante o sono. Há três mecanismos envolvidos responsáveis por esta condição: poliúria noturna, hiperatividade do detrusor e distúrbio do sono.

Objetivo: Comparar a eficácia da fisioterapia urológica e neuromodulação parasacral com biofeedback e eletromiografia associada ao uso de oxibutinina para tratamento da enurese noturna.

MÉTODO

Este é um estudo controlado, não-cego, prospectivo e randomizado. É composto por 82 crianças entre 5 e 14 anos de idade, de ambos os sexos, atendidas em ambulatório de urologia pediátrica. Para o diagnóstico da enurese, os critérios utilizados foram: a idade superior a 5 anos, com pelo menos dois eventos de urina durante o sono em um mês entre cinco e seis anos de idade, ou um ou mais eventos após a idade de seis. Os pacientes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: Grupo 1: uso de oxibutinina 0,2 mg/kg de 12/12 horas e Grupo 2: uso de oxibutinina 0,2 mg/kg de 12/12 horas + fisioterapia urológica com neuromodulação (SNM) e biofeedback. Os dados foram avaliados de acordo com a ICCS. Para análise estatística as variáveis contínuas foram analisadas utilizando-se o teste do Qui-quadrado. O teste exato de Fisher foi utilizado para comparação de dados categóricos. Os resultados foram considerados estatisticamente e significante em p <0,05.

RESULTADOS

As crianças que fizeram oxibutinina com fisioterapia evoluíram melhor que as que receberam a droga sozinha. O grupo que realizou fisioterapia 88,9% das crianças apresentaram alguma melhora contra 62,6% do grupo que não realizou.

CONCLUSÕES

Em nosso trabalho os dados demonstram que pacientes que realizaram fisioterapia com biofeedback e estimulação para sacral por 12 semanas tiveram taxa de cura e melhora parcial maiores que no grupo que apenas utilizou oxibutinina e terapia comportamental. Esse resultado foi encontrado tanto em pacientes com enurese monossintomática quanto os com enurese não monossintomática.

Área

UROLOGIA

Instituições

Hospital Santo Antônio e Hospital Santa Isabel - Santa Catarina - Brasil

Autores

Karine Furtado Meyer, Samantha Nagasako Soejima, Erika dos Santos Vieira, Taís Rodrigues Gasparini, Mariane Ritter Wodiani, Luiz Gonzaga de Freitas Filho, João Augusto dos Reis Guerra, Ana Carolina Fleig