Dados do Trabalho


TÍTULO

CISTO DE DUCTO TIREOGLOSSO E CARCINOMA DE TIREOIDE: UMA REVISAO BIBLIOGRAFICA

OBJETIVO

Os cistos do Ducto Tireoglosso (CDTG) são a forma mais comum de cisto congênito no pescoço. São formados por remanescentes epiteliais do trato tireoglosso e apresentam-se como uma massa cervical na linha média ao nível da membrana tireo-hioidea, intimamente associada ao osso hioide. Está presente principalmente em crianças ou adolescentes e pode estar associado ao carcinoma de tireoide em menos de 1% dos casos. Sendo assim, é importante a discussão acerca do diagnóstico diferencial e da terapêutica precoce.

MÉTODO

Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada a partir de artigos pesquisados nos bancos de dados Scielo, Biblioteca Virtual em Saúde e Pubmed, utilizando os descritores: cisto do ducto tireoglosso, carcinoma de tireoide.

RESULTADOS

O desenvolvimento de malignidade dentro de um cisto do ducto tireoglosso é raro, em cerca de 1% dos cistos e a causa ainda não foi bem esclarecida. Tornou-se um pouco mais frequente em mulheres do que em homem, surgindo geralmente na quarta década de vida, podendo estar localizado em qualquer local ao longo da via embriológica de descida da glândula tireoide. A coexistência de cisto do ducto tireoglosso e carcinoma da tireoide é encontrada a uma taxa entre 0 e 25%. A avaliação pré-operatória de pacientes que apresentam um cisto do ducto tireoglosso deve incluir um exame físico completo, um exame preciso da cabeça e pescoço, palpação da glândula tireóide, testes de função tireoidiana e um exame da tireoide. Como no cisto, o carcinoma normalmente se apresenta em forma de uma massa assintomática, a qual se localiza normalmente no meio do pescoço. Alguns sintomas são recorrentes e podem indicar malignidade, como disfagia, disfonia, perda de peso e crescimento no tamanho da massa. A principal forma de diagnostico diferencial se dá através da punção aspirativa com agulha fina, propiciando cerca de 96% dos casos um diagnóstico correto, os principais diagnósticos diferenciais foram: cisto de fenda branquial, lipomas, cisto dermático ou sebáceo e linfonodos aumentados. Em relação à terapêutica desses casos há formas: A operação de Sistrunk, mais indicada para pacientes de baixo risco e com grau de comprometimento baixo, pois é referido com possibilidade de chance de metástase, nesse método pode associar terapia de supressão de tiroxina, se mostrando eficaz. Outra forma é a tireoidectomia total, sendo prescrita para pacientes em que a tireoide esteja envolvida clinica e radiologicamente, apresentando menor probabilidade de metástase.

CONCLUSÕES

Portanto, é importante o diagnóstico precoce do cisto do ducto tireoglosso, mediante o uso da ultrassonografia (método mais utilizado), pesquisa com radioiodo, ressonância magnética ou tomografia computadorizada, assim como a excisão desse cisto através da operação de Sistrunk, para a redução do índice de carcinoma da tireoide devido ao cisto do ducto tireoglosso, gerando uma melhor qualidade de vida para essa população.

Área

CIRURGIA CABEÇA E PESCOÇO

Instituições

Faculdade de Medicina Nova Esperança - Famene - Paraíba - Brasil

Autores

Elvis Dias Oliveira, Ana Carolina Oliveira Silva, Brenda Barbosa Faustino, Letícia Lacerda Burity, Thaynara Maria Honorato Muniz, Beatriz Camargo Sodré, Alinne Mirlania Sabino Araujo, Arthur Gonçalves Lima França