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Dados do Trabalho


TÍTULO

CISTO DE COLEDOCO - ABORDAGENS CIRÚRGICAS

OBJETIVO

Comparar as opções na abordagem cirúrgica do cisto de colédoco em adultos, baseando-se em um caso abordado pela equipe de Cirurgia Geral do Hospital Universitário Pedro Ernesto.

MÉTODO

Foram avaliados artigos de revisão de revistas científicas certificadas, comparando as diversas formas de abordagem cirúrgica do cisto de colédoco e os diferentes desfechos. Os artigos selecionados deveriam preencher critérios pré determinados como intervalo de confiança descrito, comparação exclusiva entre abordagens cirúrgicas e avaliação de acompanhamento pós operatório, demonstrando possíveis complicações e evolução dos pacientes avaliados.

RESULTADOS

Os cistos de via biliar são doenças raras e 80% dos casos são descritos na primeira década de vida. Apesar de ser doença benigna, é fator de risco para transformação maligna, colangite ou pancreatite e, por isso, deve ser tratado tão logo dado o diagnóstico. O padrão ouro na abordagem é ressecção cirúrgica e reconstrução com hepaticojejunoanastomose em Y de Roux. O cisto de coledoco foi classificado por Todani em 1977. A abordagem videolaparoscopica iniciou-se em 1995, porém, as cirurgias hepatobiliares têm longa curva de aprendizado e dificuldades técnicas, o que a torna ainda pouco usada nesses casos. No HUPE, abordamos paciente de 32 anos com quadro de abdominal associado a náuseas cuja investigação com USG de abdome e colangioRNM, demonstraram o diagnóstico de cisto de colédoco Todani tipo Ib. Foi realizada ressecção cirúrgica do cisto por via laparotômica e reconstrução em Y de Roux com anastomose manual. Paciente com boa evolução pós operatória e alta hospitalar para acompanhamento ambulatorial.

CONCLUSÕES

A abordagem videolaparoscópica dos cistos de colédoco pode ser difícil, principalmente quando o paciente apresenta via biliar muito fina, dificultando a anastomose e aumentando as chances de estenose. A via aberta convencional, apesar de facilitar o acesso, é preterida devido à questões estéticas e pior recuperação pós operatória, principalmente quando o cisto é abordado na vida adulta, uma vez que o segundo grupo mais atingido pela doença são mulheres jovens. A cirurgia robótica parece ser uma possibilidade segura, com bons resultados em curto prazo. Ainda precisando de mais estudos que avaliem complicações a longo prazo.

Área

VIAS BILIARES E PÂNCREAS

Instituições

Hospital Universitário Pedro Ernesto - Rio de Janeiro - Brasil

Autores

Yasmin Duarte Bogossian, Carlos Manoel Pedra Petro Gomes, Laryssa Nayana Sousa Silva De Oliveira, Bruna Brandao de Rezende Gondim, Gustavo Sampaio Pereira Rocha