Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


TÍTULO

ANALISE CIRURGICA DE UMA ATRESIA JEJUNO ILEAL: UM RELATO DE CASO

INTRODUÇÃO

A atresia é uma das principais causas de obstrução mecânica do intestino, no período neonatal. Atresia corresponde a cerca de um terço dos casos de obstrução intestinal em recém-nascidos (RN), sendo que a forma de atresia jejuno ileal é a mais comum. Esta tem distribuição de um caso para 5.000 nascidos vivo, sendo equivalente em homens e mulheres. Apresentam poucos defeitos congênitos concomitantes em outros sistemas, diferente de outros defeitos de formação. Entretanto sabe-se que em 30 % dos casos existe associação com má rotação intestinal. Objetiva-se fazer o relato de caso de uma atrésia jejuno ileal corrigida cirurgicamente.

RELATO DE CASO

RN nascido com boa vitalidade, a termo (Capurro de 37 semanas e 6 dias), apropriado para a idade gestacional. Pré-natal e parto cesáreo sem intercorrências. No exame físico evidenciou-se genitália externa feminina, com ânus tópico e perfurado, com ausência de eliminação de mecônio; na avaliação abdominal constatou-se distensão abdominal. Após aleitamento materno houve piora da distensão abdominal, seguido por quadro de vômitos alimentares e biliosos. A suspeita de obstrução intestinal foi confirmada por radiografia de abdome com contraste, que evidenciou interrupção em nível jejunal. Apôs assinar o termo de consentimento materno, o RN foi submetido à correção cirúrgica de atresia jejuno ileal. Na cirurgia foi diagnosticado uma atresia jejuno ileal tipo IIIa (classificação Grosfeld et al) com má rotação intestinal incompleta (interrupção da rotação entre 90ºe 180º). A técnica cirúrgica foi: enterectomia de aproximadamente 15 cm do segmento proximal dilatado. Foi realizado clampeamento com pinça atraumática (Buldog) do intestino distal e injetado solução salina aquecida com o intuito de dilatação e aumento do diâmetro do intestino distal. Seccionou-se obliquamente a extremidade do intestino distal e foi feita anastomose termino-terminal com fio polidioxanona em plano único com pontos separado . Drenou-se a cavidade com Penrose nº2. A conduta pós-operatório adotada foi manter dieta zero, nutrição parenteral total por cateter centrais inseridos perifericamente, antibioticoterapia e sintomáticos. RN apresentou boa evolução clinica ao pós-operatório, sem intercorrências cirúrgicas, com início da dieta trófica no 4º dia pós-operatório, e evolução lenta da dieta atingindo a TH 80 no 12º dia de vida, onde o RN e colocado no seio materno exclusivo. Recebe alta da cirurgia pediátrica no 15º dia pós-operatório com orientação para controle ambulatorial.

DISCUSSÃO

A laparotomia transversa supra-umbilical é preconizada pois permite bom acesso cirúrgico na maioria das atrésias intestinais. A utilização da anastomose término-terminal em plano único, tem sido correlacionada a melhores resultados pelos menores índices de complicações funcionais quando comparadas com a término-lateral e a latero-lateral.

Área

CIRURGIA PEDIÁTRICA

Instituições

UniEVANGÉLICA - Goias - Brasil

Autores

Humberto Ramos Crispim, Ana Laura Stahlhoefer, Beatriz Nogueira Porto, Cassiano Coelho Almeida, Matheus Ferreira de Sena Pedro, Ana Vitória Cordeiro Rocha, Décio da Silva Rocha Vidal, Olegário Indemburgo Rocha Vidal