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Dados do Trabalho


TÍTULO

ABORDAGEM DO HEMOTÓRAX RETIDO PELA TORACOTOMIA AXILAR MINIMA POUPADORA DE MÚSCULOS.

INTRODUÇÃO

As lesões torácicas penetrantes, de alta morbimortalidade, acometem, em sua maioria, estruturas na periferia dos pulmões, o que propicia o surgimento de hemotórax. Em 85% dos casos o tratamento inicial é a drenagem torácica, com a reexpansão pulmonar. Porém em outros casos, o sangramento permanecerá ativo ou resultará em hemotórax retido que é uma causa extremamente importante de morbimortalidade, além de ser responsável pelo aumento do tempo de internação. O RX e a TC de tórax são os métodos de imagem mais utilizados como diagnóstico. Os tratamentos atuais do hemotórax retido são: tratamento conservador, punção torácica guiada, um segundo dreno torácico, injeção intrapleural de agentes fibrinolíticos, videotoracoscopia e a toracotomia ou pleurostomia. A toracotomia é a melhor opção de tratamento no hemotórax volumoso e complicado.

RELATO DE CASO

Homem, 21 anos, com quadro de hemotórax retido após toracostomia em selo d’água por lesão torácica por arma branca. Realizados RX e TC de tórax à admissão, apresentando: discreto hemotórax à direita. Em seguida realizada drenagem de tórax. Após o 5º dia da toracostomia em selo d´água, foram realizadas novas TC e RX de tórax, que revelaram pouca expansibilidade pulmonar, com coleção em seio costofrênico direito, além de cavitação em ápice de hemitórax à direita, com presença de líquido e pneumotórax discreto. No 13º dia do trauma, foi realizada a Toracotomia Axilar Mínima Poupadora de Músculos, e foram retirados os coágulos e uma formação de fibrina presente em ápice pulmonar e colocados dois drenos de tórax, cruzados e apicais, em 5º espaço intercostal e em linha axilar anterior do 6º espaço intercostal, sem intercorrências.

DISCUSSÃO

A toracotomia é uma via de acesso que objetiva expor os órgãos intratorácicos e as estruturas da parede torácica. A escolha da incisão torácica depende da intervenção cirúrgica realizada, da condição fisiológica do paciente e dos benefícios e limitações da abordagem planejada. A toracotomia póstero-lateral e a ântero-lateral foram as utilizadas por décadas, porém devido ao trauma que acarretam na parede torácica, surgem, no pós-operatório, fatores limitantes. Com o aprimoramento da ventilação pulmonar, incisões laterais, cada vez menores e menos traumáticas, com menor secção muscular, sem ressecção de costelas e com os melhores resultados estéticos, vêm sendo utilizada para substituir as vias clássicas. A toracotomia axilar pode ser executada de 2 maneiras: incisão transversal 3 a 4 cm por baixo da linha axilar, ou com uma incisão vertical, iniciando-se na parte inferior da gordura axilar, imediatamente posterior ao músculo peitoral, estendendo-se por 8 a 10 cm. As incisões laterais, menores, entre elas a axilar, possibilitam acesso restrito ao tórax, quando comparada à póstero-lateral, porém vários benefícios são observados (redução da dor pós-operatória, preservação de um dos músculos da respiração, conservação da força muscular e melhor resultado estético).

Área

CIRURGIA TORÁCICA

Instituições

Centro Universitário de Patos de Minas - Minas Gerais - Brasil

Autores

Mayra de Oliveira Maciel Silva, Lucas Barone da Rocha , Anna Alice Marinho, Clênio Mundim da Fonseca JR, Luísa Sousa Bernardes , Talitha Zileno Pereira, Luanna Lucas Barbosa Caetano , Edson Antonacci JR