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Dados do Trabalho


TÍTULO

ANALISE DOS PROCEDIMENTOS DE LOBECTOMIA PULMONAR NAS REGIOES BRASILEIRAS EM 10 ANOS

OBJETIVO

Analisar o atual panorama de procedimentos de lobectomia pulmonar realizados no Brasil durante 10 anos.

MÉTODO

Realizou-se uma revisão sistemática da literatura e uma coleta observacional, descritiva e transversal dos dados de lobectomia e lobectomia pulmonar em oncologia, disponíveis no DATASUS – Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) por um período de dez anos – novembro de 2008 a novembro de 2018 – avaliando valor de gastos públicos, complexidade, taxa de mortalidade, óbitos, permanência e caráter de atendimento e artigos disponíveis em Scielo, Lilacs e PubMed.

RESULTADOS

Estima-se que 1,6 milhão de mortes por ano se devem ao câncer. No Brasil representa a segunda causa de morte, sendo o de pulmão a principal causa. A intervenção cirúrgica se mostra como a modalidade terapêutica relacionada à maior sobrevida dos pacientes estadiados corretamente, sendo a lobectomia, uma modalidade frequentemente realizada, chegando a 80% dos casos em alguns estudos. A literatura, entretanto, apresenta uma carência de dados acerca da epidemiologia. No período analisado, foram observadas 13.534 internações para fins de lobectomia pulmonar, representando um gasto total de R$ 53.879.698,53, sendo 2010 o ano com maior número de internações (1665), responsável, assim, pelo maior valor gasto durante o período (R$ 5.681.709,49). Do total de procedimentos, 8.176 foram realizados em caráter eletivo e 5.337 em caráter de urgência, tendo sido 11.487 considerados de alta complexidade e 2.047 de média complexidade. A taxa de mortalidade total nos dez anos estudados foi de 4,28, correspondendo a 579 óbitos, tendo sido 2018 o ano com taxa de mortalidade mais alta, 5,46, enquanto o ano de 2012 apresentou a menor taxa, 3,32. A taxa de mortalidade dos procedimentos eletivos foi de 3,30 em comparação a 5,64 nos de urgência. A média de permanência total de internação foi de 10,7. A região brasileira com maior número de internações foi a Sudeste com 6.362 internações, seguida da região Sul, com 3.728, Nordeste com 2.052, Centro-Oeste com 818 e, por último, a região Norte com 574 internações. Entre as unidades da federação, o estado de São Paulo concentrou a maior parte das internações, contabilizando 3.872. A região com maior número de óbitos foi a Sudeste com 296, e a região Norte com o menor número, vinte. A região Sudeste apresentou a maior taxa de mortalidade (4,65), seguida pela região Centro-Oeste (4,40). Já a região Nordeste, apresentou a menor taxa, com valor de 3,41.

CONCLUSÕES

Pode-se observar o grande número de procedimentos realizados no período e seu impacto financeiro. É válido salientar a importância do correto estadiamento da patologia que leva ao procedimento, tendo em vista que o acompanhamento permite a abordagem em caráter eletivo, que se mostrou com menor taxa de mortalidade em comparação com a urgência. Além disso, evidenciar a necessidade da notificação correta dos procedimentos, devido à ausência de determinadas informações, visando aprimorar a análise epidemiológica atual.

Área

CIRURGIA TORÁCICA

Instituições

Universidade de Vassouras - Rio de Janeiro - Brasil

Autores

Caio Teixeira dos Santos, Raul Ferreira de Souza Machado, Yago Paranhos de Assis, Natalia Parreira Arantes, Ivana Picone Borges de Aragão