Dados do Trabalho


TÍTULO

COLONOSCOPIA DE SCREENING COMO METODO DIAGNOSTICO E TERAPEUTICO DE TUMOR COLORRETAL RARO

INTRODUÇÃO

A colonoscopia de screening é um excelente método diagnóstico e terapêutico para tumores colorretais mais prevalentes e também de neoplasias raras como o Tumor Neuroendócrino retal. A identificação destas ainda em fase inicial, sucede um melhor prognóstico e melhor qualidade de vida.

RELATO DE CASO

APRESENTAÇÃO DO CASO: M.P.S, feminina, 52 anos, parda, natural, residente e procedente de Campina Grande-PB, operadora de caixa em supermercado, casada, Ensino Médio Completo, católica. Paciente negava quaisquer sintomas, porém procurou o médico para realização de check-up, sendo solicitada uma colonoscopia de screening. O exame evidenciou lesão polipoide no reto inferior, medindo aproximadamente 1,5 cm, móvel, endurecida e amarelada, sendo realizada polipectomia e foi solicitada a biópsia do espécime. O histopatológico evidenciou neoplasia de células pequenas, monomórficas de arranjo glanduliforme, localizada em submucosa do reto. Foi realizada imunohistoquímica, que demonstrou Ki-67 positivo em menos de 2% das células neoplásicas, concluindo ser um quadro morfológico e imunohistoquímico compatíveis com tumor neuroendócrino Estadio I. Após 3 meses, foi realizado nova colonoscopia com biópsia da cicatriz, sem recidivas. A paciente atualmente segue em acompanhamento clínico, sem sintomas e evidência de recidiva.

DISCUSSÃO

DISCUSSÃO: Os Tumores Neuroendócrinos (TNEs) compreendem 0,49% dos tumores malignos e o segundo local mais acometido é o reto. Acomete mais o sexo feminino, com pico de incidência aos 50 anos de idade. Metade dos casos é assintomático, porém há relato de sangramento retal e dor abdominal. O diagnóstico é feito a partir da colonoscopia com biópsia da lesão e imunohistoquímica apresentando Ki-67 positivo. A decisão terapêutica, o prognóstico e a necessidade de maior rigor no seguimento dependem do diâmetro tumoral, de seu grau de diferenciação, localização e presença de metástase linfonodal ou a distância. Estudos atuais demonstram que tumores de 11 a 19mm parecem ter comportamento clínico semelhante as lesões maiores de 20mm, no que diz respeito à presença de metástase ao diagnóstico e progressão da doença, favorecendo um protocolo agressivo de estadiamento e manejo para tumores carcinoides neste intervalo de tamanho. A cura é possível com cirurgia ou ressecção local e a escolha da modalidade depende do tamanho tumoral, diferenciação, estadiamento e presença de metástase ao diagnóstico da doença.

Área

COLOPROCTOLOGIA

Instituições

Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande - Paraíba - Brasil

Autores

Karolyne Ernesto Luiz Nobre, David Pessoa Morano, Amanda Ariel Pires Cavalcanti Zeca, Paulo Roberto da Silva Júnior, Hianny Ribeiro Cabral