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Dados do Trabalho


TÍTULO

COLECISTITE CRONICA COMPLICADA COM FISTULA COLECISTOGASTRICA: RELATO DE CASO

INTRODUÇÃO

A colecistite crônica calculosa é a doença mais freqüente das vias biliares, sendo um processo inflamatório da vesícula biliar, associado em cerca de 90 % dos casos à litíase, sendo a fístula colecistogástrica uma das principais complicações, estas fístulas por sua vez são produzidas pelas escaras determinadas pelos cálculos; o processo inflamatório atingindo a serosa faz com que as vísceras vizinhas acorram para bloqueá-lo sendo as suas paredes posteriormente comprometidas pelo mesmo processo inflamatório.

RELATO DE CASO

Paciente M.L.N de 43 anos, sexo feminino, com histórico de hipertensão arterial sistêmica, deu entrada no serviço com quadro de dor abdominal em hipocôndrio direito e náuseas, que piorava ao se alimentar. Ao exame: Abdome flácido, depressível, com ruídos hidroaéreos presentes, doloroso em HD e Murphy negativo. Realizou exames laboratoriais que não evidenciaram leucocitose (7.500/mm³), nem desvio a esquerda (4% de bastonetes), com creatinina de 0,8mg/dl, amilase de 20U/l, AST 29U/I e ALT 67U/I. Realizado USG de abdome total que evidenciou vesícula biliar de topografia habitual, fisiologicamente distendida, com paredes de espessura normal, apresentando várias imagens sugestivas de cálculos em seu interior. Internada para realizar procedimento de colecistectomia convencional, durante transcorrer cirúrgico notou-se no inventário da cavidade uma vesícula biliar recoberta por intenso bloqueio de epíplon, estômago com localização infra-hepática, presença de fístula entre o fundo da vesícula e a parede anterior do estômago próximo a pequena curvatura, sem presença de liquido intracavitário. Realizado colecistectomia convencional, correção de fístula colecistogástrica e gastrorrafia. A paciente evoluiu no pós cirúrgico sem sinais de instabilidade hemodinâmica e sem demais intercorrências, recebendo alta hospitalar com bom estado geral.

DISCUSSÃO

A paciente em discussão evoluiu com uma fístula colecistogástrica que é uma das principais complicações da colecistite crônica na qual a paciente era portadora. Habitualmente a propedêutica abdominal pouco ajuda no diagnóstico da colecistite crônica. Eventualmente, durante os períodos de crise, a palpação profunda do hipocôndrio direito pode ser dolorosa que foi o que ocorreu com a paciente em questão, esta que por sua vez devido ao processo inflamatório prolongado evoluiu com uma fístula colecistogástrica, que durante o transcorrer operatório foi identifica e corrigida.

Área

VIAS BILIARES E PÂNCREAS

Instituições

UNIFACISA - Paraiba - Brasil

Autores

AMANDA ARIEL PIRES CAVALCANTI ZECA, INIS LARA FRANÇA VITORINO, JHONY WESLLYS BEZERRA COSTA, KAROLYNE ERNESTO LUIZ NOBRE, PAULO ROBERTO DA SILVA JÚNIOR, HIANNY RIBEIRO CABRAL, ARTHUR ANDERSON PIRES CAVALCANTI ZECA