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Dados do Trabalho


TÍTULO

DIFICULDADES CIRURGICOS NAS VARIAÇOES DA TRIADE PORTAL NO TRANSPLANTE HEPATICO INTERVIVO

OBJETIVO

Demonstrar as minúcias do sistema arterial hepático, as incidências das variações e as suas complicações cirúrgicas no transplante hepático.

MÉTODO

Foi realizado um estudo exploratório descritivo, epidemiológico em artigos sobre variações anatômicas do mapa arterial hepático externo, disponíveis no Google acadêmico, Pubmed e SciELO.

RESULTADOS

Há muitas variações nos ramos da artéria hepática, sendo importante o estudo do mapa vascular. Sendo assim, em 1955, Michels desenvolveu uma classificação do padrão anatômico do tronco celíaco e em 1966 foi internacionalmente proposta a classificação das variações anatômicas da artéria hepática. Compreende-se que, o tronco celíaco origina- se depois do hiato aórtico ao nível da transição das vértebras torácicas para as lombares, onde trifurca-se em artéria esplênica, artéria hepática comum e artéria gástrica esquerda (MOORE; AGUR; DALLEY II, 2014). Sabe-se que a vasculatura abdominal possui vários padrões de origem, logo a correta identificação da anatomia no pré-operatório evita que o cirurgião encontre situações inesperadas e que podem impedir o transplante. Dessa forma, a incidência das variações na anatomia da artéria hepática foram de 20–50%. De acordo com a classificação de Michel, as anormalidades mais frequentemente observadas foram: artéria hepática direita da artéria mesentérica superior (Tipo III, 5,63%); ramo esquerdo da artéria hepática da artéria gástrica esquerda (Tipo II, 2,71%). No caso da artéria hepática direita acessória, ramo da artéria mesentérica superior, o lobo hepático direito é vascularizado por dois troncos arteriais, gerando a dificuldade de duas reconstruções arteriais, com calibre reduzido. Na situação do tronco principal da artéria hepática direita, ramo da artéria mesentérica superior há facilitação do procedimento, devido necessitar de somente uma anastomose arterial e a artéria hepática direita é mais longa, podendo seccionar em posição mais distal ao fígado. As variações anatômicas da artéria hepática esquerda não interferem com a captação do lobo hepático direito (GIUVĂRĂŞTEANU; STĂNESCU; STOICA, 2015).

CONCLUSÕES

As variações anatômicas da artéria hepática são frequentemente observadas nos transplantes intervivos. Portanto, o cirurgião deve ter em mente as possíveis alternativas para intervir, alertando para a necessidade de cautela nas dissecções cirúrgicas, visando a arterialização efetiva.

Área

FÍGADO

Instituições

UNITPAC - Tocantins - Brasil

Autores

Anna Carolina Pereira Gomes, Thayná Saores Oliveira, Dórica Pereira Martins, Eric Oliveira Soares Junior, Andressa Borges Brito, Renata Gama Lino, Juliane Lopes Nascimento, Mario Sousa Lima Silva