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Dados do Trabalho


TÍTULO

A RELEVANCIA DO TRANSPLANTE UTERINO COMO ALTERNATIVA A INFERTILIDADE – REVISAO SISTEMATICA DE LITERATURA

OBJETIVO

Revisar artigos originais que relatam transplantes uterinos (TU) realizados no mundo nas últimas duas décadas para identificar os principais pontos dos procedimentos e a evolução destes, além do impacto da técnica na vida das paciente inférteis.

MÉTODO

Trata-se de um estudo bibliográfico, retrospectivo, descritivo com abordagem qualitativa e quantitativa, realizado em janeiro de 2019. A coleta de dados deu-se através do uso das bases de dados Scielo, Lilacs, The Lancet e PubMed, a partir dos descritores de saúde: útero, transplante de órgãos e infertilidade. Foram excluídos artigos de revisão e artigos que não relatavam caso de transplante uterino. Foram incluídos artigos publicados nos últimos 20 anos.

RESULTADOS

Através dos descritores utilizados, foram encontrados 484 artigos, dentre estes, foram selecionados seis que melhor se relacionavam com os objetivos deste trabalho. Os artigos selecionados relatam seis experiências de TU no mundo. Entre os anos 2000 e 2010 foi encontrado apenas um trabalho, que relata experiência não bem-sucedida, com perda do órgão três meses após o transplante por trombose aguda dos vasos do corpo uterino. Entre 2011 e 2019 foram encontrados cinco trabalhos, estudos clínicos coletivos e individuais, bem-sucedidos, sem perda do enxerto na maioria dos casos. Dentre os relatos, 66% são com doadoras vivas e 33% com doadores pós mortem. A imunossupressão foi realizada em todos os casos e reverteu rejeição subclínica em 66% deles. 33% relataram fertilização, com gestação e recém-nascidos saudáveis. As intercorrências mais frequentes foram: Trombose aguda de artérias uterinas (33%), Pré-eclâmpsia (16%) e Aborto (16%).

CONCLUSÕES

Uma em cada 500 mulheres no mundo sofrem com IFU (Infertilidade causada por fatores uterinos), tendo como únicas alternativas a adoção ou útero de substituição. Diante disso, reconhece-se a importância do transplante de útero como opção, uma vez que esse procedimento traz às mulheres que lidam com essa realidade, a possibilidade de viverem uma gravidez. Este trabalho ratifica a viabilidade do transplante uterino, pois 83% dos casos apresentados foram bem-sucedidos, além disso, o número de gestações que deram certo em razão da tentativa foi de 66%. Uma perspectiva positiva apresentada por esta revisão é a possibilidade de doadores pós - mortem, já que os riscos cirúrgicos para esses são nulos, o que não acontece em doadores vivos. Além disso, em todos os casos que apresentaram rejeição, os imunossupressores foram capazes de reverter o quadro, comprovando a sua eficiência diante dessa possibilidade pós-operatória. Portanto, diante dos dados epidemiológicos e científicos, faz-se necessário o incentivo ao estudo dessa técnica, para que os cirurgiões se familiarizem com este procedimento, tornando-o cada vez mais seguro e acessível.

Área

TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS

Instituições

Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos - Tocantins - Brasil

Autores

Ingla Bitarães Pereira, Beatriz Pereira Magalhães, Leonardo Sousa Mundoco, Marcelo Albuquerque Rocha Aquino, Marina Santos Menezes, Lucas Albuquerque Aquino