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Dados do Trabalho


TÍTULO

COMPLICAÇOES CIRURGICAS DE APENDICECTOMIAS REALIZADAS EM HOSPITAL DE ENSINO SEGUNDO A CLASSIFICAÇAO DE CLAVIEN-DINDO

OBJETIVO

Analisar o perfil das complicações pós-operatórias de apendicectomias em um hospital de ensino com base na Classificação de Complicações Cirúrgicas de Clavien-Dindo validada para português (CCD-BR).

MÉTODO

Estudo retrospectivo realizado em Hospital de Ensino referência na capital do Rio Grande do Sul, através de coleta de dados de prontuários de pacientes submetidos a apendicectomia no período de 01/01/2018 a 31/12/2018. O estudo incluiu os pacientes
operados sob o código de apendicectomia videolaparoscópica e apendicectomia convencional pelo Sistema Único de Saúde. Foi analisado a prevalência de apendicite agudo segundo idade, sexo e tempo de sintomas apresentado na chegada. As complicações pós-operatórias observados foram classificadas segundo a Classificação de Complicações Cirúrgicas de Clavien-Dindo validada para português por (CCD-BR).

RESULTADOS

No período estudado, foram analisados 108 casos de apendicectomia dos quais 81 pacientes foram submetidos apendicectomia videolaparoscópica (75% do total). Os demais casos, 27 pacientes, foram submetidos a técnicas de cirurgia aberta, 6 casos por incisão de McBurney (5,55% do total), 11 casos por incisão de Davis (10,18% do total) e 10 casos por incisão mediana (9,25% do total). A média de idade dos pacientes foi de 40 anos, sendo 52,7% do sexo masculino. O tempo médio de sintomas na chegada ao hospital foi de 24 horas. As complicações foram divididas em 5 grupos, de acordo com a Classificação de Complicações Cirúrgicas de Clavien-Dindo. Conforme os prontuários, 41 pacientes tiveram complicações pós-operatórias (37,96% do total de casos). Destes, 26 pacientes apresentaram complicações do tipo I, 7 pacientes apresentaram complicações do tipo II, 2 pacientes apresentaram complicações do tipo IIIa, 4 pacientes apresentaram complicações do tipo IIIb, 1 paciente apresentou complicação do tipo IVa e 1 paciente apresentou complicação do tipo V. De modo geral, o maior destaque ocorreu para as complicações do tipo I.

CONCLUSÕES

Observou-se que o uso da classificação de complicações de Clavien-Dindo em apendicectomias permite a comparação dos resultados cirúrgicos com maior precisão e, ainda, pode representar uma melhor comunicação entre cirurgiões de todas as esferas.
Nessa pesquisa, a maioria dos pacientes apresentou complicações de grau I, consideradas leves e não ameaçadoras a vida, como seroma de ferida operatória, dor exacerbada com necessidade de analgesia adicional a rotina do serviço, náusea e vômitos, hematoma de ferida operatória e abscesso de ferida operatória. Na complicação pós-operatória de grau II, 43% apresentaram coleção intracavitária que pode estar associada ao tipo de acesso a cavidade abdominal, sendo o acesso laparoscópico ligado à maior número de abscessos intracavitários, em relação a técnica aberta.
Como fator limitante a nossa análise destacamos a utilização de dados retrospectivos registrados em prontuário podendo-se ter maior informações através de estudo e acompanhamento prospectivo dos casos.

Área

EXPERIMENTAL / PESQUISA BÁSICA

Instituições

SANTA CASA DE PORTO ALEGRE - Rio Grande do Sul - Brasil

Autores

Estevan Taube Borré, Luis Paulo Andrioni, Mayara Christ Machry, Alice Bianchi Bittencourt, Fernando Theodoro Sehnem, José Bravo Lopes, Eduardo Taube Borré, Bruna Beck Nunes