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Dados do Trabalho


TÍTULO

CISTO ESPLENICO NAO TRAUMATICO: RELATO DE CASO

INTRODUÇÃO


Trata-se de uma patologia rara, cistos esplênicos podem ser verdadeiros ou secundários(pseudocistos). O diagnóstico dessa afecção normalmente é feito incidentalmente através de um exame de imagem, seja Ultrassonografia ou Tomografia Computadorizada de abdome, pois a sintomatologia mesmo quando presente normalmente é inespecífica.

RELATO DE CASO

ABS, 74 anos, sexo feminino, dona de casa, casada, natural de Itacoatiara-AM e procedente de Manacapuru-AM, hipertensa, portadora de litíase renal em acompanhamento com Urologista, em USG de abdome constatou cisto esplênico. Paciente nega queixas álgicas, vômitos, febre e perda de peso. Referindo náuseas eventuais predominantemente pós-prandiais de início há 6 meses associado a azia. Ao exame massa palpável em hipocôndrio esquerdo. Negava antecedentes de trauma abdominal. Para melhor investigação realizou TC de abdome onde evidenciou baço de volume aumentado com cisto esplênico medindo cerca de 12,4X14,8X11,3 cm (Figura1). Fora submetida a esplenectomia evoluindo sem intercorrências no pós operatório, histopatológico confirmou o diagnóstico de pseudocisto esplênico

DISCUSSÃO

O caso em questão trata-se de uma achado incidental de cisto esplênico, com sintomas inespecíficos, como referido pela literatura é em sua maioria assintomático e único, sendo um achado casual.4,9 Através de exames de imagens não é possível distinguir se é um cisto verdadeiro ou pseudocisto, necessitando da analise histopatológica para confirmação diagnóstica.

Os pseudocistos esplênicos correspondem a cerca de 75% dos cistos não parasitários do baço. São secundários ao trauma, infecção ou infarto, sendo o trauma o fator etiológico mais comum. 7,4 A paciente, no entanto nega trauma recente ou tardio. O que levamos a pensar em um pseudocisto não traumático. As principais complicações dos cistos esplênicos são infecção, hemorragia ruptura. devido ao de complicações, os cistos esplênicos com diâmetro maior que 4-5 centímetros devem receber tratamento cirúrgico.5,7,6
A esplenectomia tem sido o método de escolha para o tratamento de cistos esplênicos. Hoje, procedimentos cirúrgicos mais conservadores têm maior aplicação, especialmente em crianças e adultos jovens, porém em cistos maiores as opções de tratamento conservador, como a aspiração percutânea ou esclerose, não resultam em bom controle a longo prazo.4
Esplenectomias parciais como as descapsulações vêm sendo descritas como eficazes nos casos de cistos epidérmicos e pseudocistos. 8
Nossa paciente foi submetida a esplenectomia total, evoluindo no pós operatório sem intercorrências, realizou as vacinas contra germes encapsulados (S. pneumoniae, N. meningitidis, H. influenzae tipo B e vírus influenza) no pós-operatório para minimizar o risco de infecções grave por esses germes. 7

Área

MISCELÂNEA

Instituições

Fundação Hospital Adriano Jorge - Amazonas - Brasil

Autores

ALANNE DARCY MAGALHÃES HOLANDA, Ranielli A Assem França, Alessandra Góes Leão, Lázaro Araújo de Almeida